Eu já não sei
o que me atormenta mais
se meus sonhos dissonantes
ou as horas em que deliro
já não sei o que fazer
com a figura da tua imagem
que me persegue sem parar
pelas ruas onde ando
Penso sempre em te jogar
mas ainda não sei
como posso querer
As torturas vão e vêm
os desatinos são constantes
e meus olhos
não suportam ver a luz
tenho medo do meu sono
das tormentas da noite
do momento que me solto
e não me coordeno mais
Prefiro a prisão
do claro do dia
mesmo que ela seja
sofrimento calado
Já não sei
o que me atormenta mais...
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quarta-feira, 28 de outubro de 2009
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