Estes haicais foram produzidos pelos alunos do 8º ano da Escola João Monteiro Cabral de Itapoá SC. O que se segue é um exemplo de como podemos ter respostas positivas aos nossos trabalhos e de como os alunos podem ser criativos.
Onça corre atrás
Da sua presa e procura
Comida pra cria.
(André Mario)
O passarinho na árvore
Canta mas não alcança
O carro que passa.
(Gabriel)
Saracura canta
Perto do lixo
Chamando seu filho.
(Cleiton)
Borboletas coloridas
Pintam na poça
Um alegre arco-íris.
(Taynara Veiga)
Entre as gotas da chuva
Uma sente medo de cair
E nunca mais se achar.
(Matheus)
O lagarto no galinheiro
O cachorro lá fora
E as galinhas gritando.
(Michael)
O vento bate na janela
E no escuro da noite
O menino chora de medo.
(Hamilton)
As flores pintadas
Deixam na porta
Cheiro de margaridas.
(Jacenir)
Noite com estrelas
Sem lugar no céu
A lua brilha no mar.
(Bruna)
No quarto vazio
Alguém chora
Gemendo no escuro.
(Jonas)
Peixe no mar
Uma rede para pescar
Vontade não falta.
(Ariel)
Olho no olho, dente no dente
Nem todo pobre
É sorridente.
(Josiclei)
As rosas desabrocham
Ao amanhecer
Enquanto penso em você.
(Rhuan)
A tristeza vaga triste
Procurando alguém
Alegre para se consolar.
(Suellen)
Por trás das portas
Um homem perfeito
Chora sem motivos.
(Daiane)
No verão as formigas
Pegam comida
Pra no inverno não haver briga.
(Alisson)
Na escuridão da noite
Um menino na janela
Admirando o luar.
(Joana)
Noites claras, dias lindos
E eu aqui sozinha
Quieta no meu canto.
(Miriani)
O segredo dessa noite
Está escondido
Na luz do Luar.
(Tainara Miranda)
Na janela do quarto
O menino com fome
Espera sua mãe.
(Mônica)
Os pingos da chuva
Escondem as lágrimas
De um homem triste.
(Ana)
O dia de hoje
Por mais que negue
É o começo do amanhã.
(André Romancini)
A flor de margarida
Tem o cheiro
De um amor sem saída.
(Evilasio)
Os olhos da mulher
Choram lamentando
Por um amor perfeito.
(Jéssica)
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
VÓ JOSEFA
Este texto foi produzido pelo aluno Thiago Vinicius do 7º ano da Escola João Monteiro Cabral - Itapoá SC. Não é uma poesia e sim uma prosa poética de muita graça e beleza que é uma releitura do texto "AVÓ" de Roseana Murray.
Ela já tinha idade avançada, mas se esforçava para aparentar juventude. Gostava de fazer caminhadas, era esforçada, mulher de atitude. Às vezes, parecia estar indiferente ao que acontecia à sua volta. Às vezes parecia ser a pessoa mais informada da casa, quando algo estava errado nos ajudava com sua experiência e maturidade.
Gostava de assistir televisão, mas quando assistia viajava para longe nos seus pensamentos. E quando acabava, nos perguntava o que havia acontecido naquele momento.
Ela já tinha idade avançada, mas se esforçava para aparentar juventude. Gostava de fazer caminhadas, era esforçada, mulher de atitude. Às vezes, parecia estar indiferente ao que acontecia à sua volta. Às vezes parecia ser a pessoa mais informada da casa, quando algo estava errado nos ajudava com sua experiência e maturidade.
Gostava de assistir televisão, mas quando assistia viajava para longe nos seus pensamentos. E quando acabava, nos perguntava o que havia acontecido naquele momento.
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Lamento
Esta poesia é de autoria de um aluno do 8º ano (7ª série) que está descobrindo o maravilhoso universo da poesia.
Lamento
(Cleiton)
A noite é uma criança,
festa e mais festa!
Já acabou a noite
e nada me resta...
*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*
Lamento
(Cleiton)
A noite é uma criança,
festa e mais festa!
Já acabou a noite
e nada me resta...
*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*¨*
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
CAMBALEANTE
Eu já não sei
o que me atormenta mais
se meus sonhos dissonantes
ou as horas em que deliro
já não sei o que fazer
com a figura da tua imagem
que me persegue sem parar
pelas ruas onde ando
Penso sempre em te jogar
mas ainda não sei
como posso querer
As torturas vão e vêm
os desatinos são constantes
e meus olhos
não suportam ver a luz
tenho medo do meu sono
das tormentas da noite
do momento que me solto
e não me coordeno mais
Prefiro a prisão
do claro do dia
mesmo que ela seja
sofrimento calado
Já não sei
o que me atormenta mais...
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
o que me atormenta mais
se meus sonhos dissonantes
ou as horas em que deliro
já não sei o que fazer
com a figura da tua imagem
que me persegue sem parar
pelas ruas onde ando
Penso sempre em te jogar
mas ainda não sei
como posso querer
As torturas vão e vêm
os desatinos são constantes
e meus olhos
não suportam ver a luz
tenho medo do meu sono
das tormentas da noite
do momento que me solto
e não me coordeno mais
Prefiro a prisão
do claro do dia
mesmo que ela seja
sofrimento calado
Já não sei
o que me atormenta mais...
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009
CONTOS
O conto abaixo é resultado de uma produção coletiva, realizada pelos alunos do 8º ano (7ª série) da Escola João Monteiro Cabral, no Pontal em Itapoá. O texto foi produzido a partir de um enredo dado e com criação de grupos de alunos que ficaram responsáveis cada um por um trecho do enredo. Após essa etapa, o texto completo foi digitado e devolvido aos grupos que fizeram modificações no texto como um todo. O resultado é esse: Um texto inédito e com muita criatividade.
ENTRANDO NUMA FRIA
Jackson saiu tarde de seu escritório de engenharia, mas como era sexta-feira, decidiu ligar para seus amigos:
- E aí, qual vai ser a de hoje?
- Jackson, tem duas baladas que estão bombando.
- Mas que baladas são essas?
- Bom, tem uma de funck e uma eletrônica. E aí, qual vai ser?
- Vamos, então na música eletrônica. Beleza?
- Nos encontramos a meia noite. Fechou?
- Fechou. Até mais.
Jackson foi para casa, se arrumou e foi pra festa. Chegou à balada e foi dançar e beber com seus amigos. Quando, a certa altura, viu uma moça bonita, resolveu chegar nela. Dançando foi chegando cada vez mais perto e disse:
- Vamos sair um pouco desse barulho?
- Vamos.
- Está a fim de uma bebida?
- Claro.
Eles foram até o balcão, desviando da multidão dançante e Jackson tinha um pressentimento que ia se dar bem:
- Você vem sempre aqui?
- Nossa, mas que cantada velha. Ela responde.
- O que não se faz para falar com uma pessoa bonita como você.
Ele insiste e ela responde:
- Eu vim para cá conhecer a cidade, sou do litoral.
Depois de alguns minutos de conversa fiada, ela pergunta:
- E aí, você está a fim de sair?
- Mas eu nem sei teu nome.
- Não seja por isso, meu nome é Bela.
- Sabe o que é. Eu estou com meus amigos e não ia ficar bem deixá-los sozinhos.
Com uma sedutora, ela insiste:
- Tem certeza? Você não sabe o que está perdendo.
Ele aceita!
No carro em alta velocidade, os amigos de Bela ligaram o som e começaram a cantar exageradamente. Jackson pergunta para Bela:
- Aonde vamos?
Todos começam a rir. Ele estranha e pergunta novamente. Ninguém responde. Nisso o celular de Jackson cai, ele se abaixa para pegar e vê armas debaixo do banco. Um dos passageiros recebe um telefonema falando sobre um assalto que eles iriam fazer. Jackson, aflito, ouve tudo, pois o celular estava em viva-voz. Todos olham para ele e riem muito.
- E aí, qual vai ser a de hoje?
- Jackson, tem duas baladas que estão bombando.
- Mas que baladas são essas?
- Bom, tem uma de funck e uma eletrônica. E aí, qual vai ser?
- Vamos, então na música eletrônica. Beleza?
- Nos encontramos a meia noite. Fechou?
- Fechou. Até mais.
Jackson foi para casa, se arrumou e foi pra festa. Chegou à balada e foi dançar e beber com seus amigos. Quando, a certa altura, viu uma moça bonita, resolveu chegar nela. Dançando foi chegando cada vez mais perto e disse:
- Vamos sair um pouco desse barulho?
- Vamos.
- Está a fim de uma bebida?
- Claro.
Eles foram até o balcão, desviando da multidão dançante e Jackson tinha um pressentimento que ia se dar bem:
- Você vem sempre aqui?
- Nossa, mas que cantada velha. Ela responde.
- O que não se faz para falar com uma pessoa bonita como você.
Ele insiste e ela responde:
- Eu vim para cá conhecer a cidade, sou do litoral.
Depois de alguns minutos de conversa fiada, ela pergunta:
- E aí, você está a fim de sair?
- Mas eu nem sei teu nome.
- Não seja por isso, meu nome é Bela.
- Sabe o que é. Eu estou com meus amigos e não ia ficar bem deixá-los sozinhos.
Com uma sedutora, ela insiste:
- Tem certeza? Você não sabe o que está perdendo.
Ele aceita!
No carro em alta velocidade, os amigos de Bela ligaram o som e começaram a cantar exageradamente. Jackson pergunta para Bela:
- Aonde vamos?
Todos começam a rir. Ele estranha e pergunta novamente. Ninguém responde. Nisso o celular de Jackson cai, ele se abaixa para pegar e vê armas debaixo do banco. Um dos passageiros recebe um telefonema falando sobre um assalto que eles iriam fazer. Jackson, aflito, ouve tudo, pois o celular estava em viva-voz. Todos olham para ele e riem muito.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Somos aquilo que dizemos ser
Somos, antes de tudo, resultado das nossas palavras. Somos resultados de pensamentos e sonhos cultivados por décadas. Se infelizes, somos porque queremos ser e se felizes somos assim, porque assim pensamos. As nossas palavras tem a força de nos fazer bons ou maus, felizes ou não, impetuosos ou tímidos e elas vão no cotidiano montando, tijolo por tijolo, a nossa descrição de mundo. Acerditamos naquilo que falamos e nos tormamos também, por conseguinte, aquilo.
Assim, não é preciso nem dizer que não devemos culpar o mundo e vida pelas coisas que temos ou que não temos, devemos sim é observar a nossa atitude perante as oportunidades ou as escolhas, pois ela é resultado daquilo que esta introjetado em nossa consciência por nós mesmos. É a tradução, em ação, daquilo que pensamos que nós devemos fazer. Então, veja bem qual é a tua descrição de quem é você e viva feliz com ela - afinal ela é sua.
Assim, não é preciso nem dizer que não devemos culpar o mundo e vida pelas coisas que temos ou que não temos, devemos sim é observar a nossa atitude perante as oportunidades ou as escolhas, pois ela é resultado daquilo que esta introjetado em nossa consciência por nós mesmos. É a tradução, em ação, daquilo que pensamos que nós devemos fazer. Então, veja bem qual é a tua descrição de quem é você e viva feliz com ela - afinal ela é sua.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
MANIFESTO CONTRA A NOSSA POLUIÇÃO

"Cai a máscara da alegria
e agora, meu Deus, quem diria
a tristeza não tem máscara pra pôr"
(Rubens Nunes)
Falo da poluição mais sutil e mais venenosa, falo da poluição mais disseminada, embora a gente negue, falo da poluição dos homens e mulheres, falo do veneno do orgulho e das armadilhas da solidão. Falo das emanações tóxicas do pensamento negativo, dos efeitos nocivos da agressão.
Venho hoje, palhaço, pra dizer inocente do perigo que corremos de contaminar toda nossa raça, toda nossa espécie com o egoísmo bem nutrido, com o individualismo selvagem, com a sexualidade deturpada.
Falo hoje, palhaço inocente que há uma guerra declarada e explícita dentro de cada consciência, uma guerra que o homem perde a cada dia pra si mesmo e que só ganharemos quando todos ganharmos e então nosso mundo, nosso planeta interior, poderá emanar, em sintonia com o seu criador, somente as vibrações puras, suaves e doces do amor.
(Dani Santos)
Venho hoje, palhaço, pra dizer inocente do perigo que corremos de contaminar toda nossa raça, toda nossa espécie com o egoísmo bem nutrido, com o individualismo selvagem, com a sexualidade deturpada.
Falo hoje, palhaço inocente que há uma guerra declarada e explícita dentro de cada consciência, uma guerra que o homem perde a cada dia pra si mesmo e que só ganharemos quando todos ganharmos e então nosso mundo, nosso planeta interior, poderá emanar, em sintonia com o seu criador, somente as vibrações puras, suaves e doces do amor.
(Dani Santos)
sexta-feira, 29 de maio de 2009
DANI - MULHER E AMIGA
A impetuosidade, tomando decisões nos intempestivos momentos, sempre, com uma gota de arrependimento póstumo, tem a marca de quem não se contenta com pouco e procura. Assim é você mulher: Sombra que nos convida a deitar em seu colo e receber carinhos, mar revolto que não aceita barcos que procuram remansos, pois essa tua intempestiva maneira não fica por muito tempo chocando sonhos, faz e não permite que se prolonguem por muito tempo em seu colo. Alça logo ao braço e leva.
Mas, ao mesmo tempo tem um colo morno que convida ao acalento – és, portanto, dicotomia entre e tempestade e a calma -.
Têm nos lábios – além do sabor ardente de beijos quentes e saborosos – palavras que calam fundo, remexendo as entranhas e como coroas de espinhos não permitindo que se durma novamente com elas na cabeça. Tem uma ferocidade verdadeira em falas corretas que perturbam, mas ao mesmo tempo são ternas, acalmam, faz o tempo parar em um claro e escuro que desvenda as minhas vontades e secretos desejos. Esse verbo que tem te faz poderosa, pois amiúde ou as brutas (tanto faz e pouco importa) deixa sempre claro o que pensa, o que quer e o que deseja – isso assusta.
Queria resumir, mas...
Só sei dizer, na verdade, que é assim: dicotomia (sempre), verdade (toda hora), confusa (às vezes), guerreira (eternamente), bondosa (em tudo) e tem aquilo que é imprescindível em uma mulher: o amor imensurável pelo seu ninho e seus filhotes.
Mas, ao mesmo tempo tem um colo morno que convida ao acalento – és, portanto, dicotomia entre e tempestade e a calma -.
Têm nos lábios – além do sabor ardente de beijos quentes e saborosos – palavras que calam fundo, remexendo as entranhas e como coroas de espinhos não permitindo que se durma novamente com elas na cabeça. Tem uma ferocidade verdadeira em falas corretas que perturbam, mas ao mesmo tempo são ternas, acalmam, faz o tempo parar em um claro e escuro que desvenda as minhas vontades e secretos desejos. Esse verbo que tem te faz poderosa, pois amiúde ou as brutas (tanto faz e pouco importa) deixa sempre claro o que pensa, o que quer e o que deseja – isso assusta.
Queria resumir, mas...
Só sei dizer, na verdade, que é assim: dicotomia (sempre), verdade (toda hora), confusa (às vezes), guerreira (eternamente), bondosa (em tudo) e tem aquilo que é imprescindível em uma mulher: o amor imensurável pelo seu ninho e seus filhotes.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
ALGUNS PENSAMENTOS
Muitas vezes, tudo que nos rodeia para e por um segundo apenas - um milésimo de segundo - boiamos em um hiato, um vácuo e isso basta para que todas as nossas certezas - aquelas construídas com muito raciocínio lógico e filosofia - caiam, desabem perante uma palavra, centelha que incendeia as nossas convicções. Nesse momento, pequenino instante, somos, então, instinto e essa desordem embaralha nossos pensamentos e nos fazem reféns da instabilidade.
Mas, nós não percebemos que é exatamente nesse hiato, nessa palavra/ação que nós temos a oportunidade única de modificarmos tudo aquilo que nos era alicerce. De remodelarmos tudo que era apenas papel de parede enfeitando nossas teorias. É nesse momento que podemos ver o quanto estamos a dispor de forças grandiosas e maravilhosas que nos guiam, que nos regem, que nos amparam e nos mudam constantemente, seja destruindo nossas certezas, seja construindo novas formas de vermos a vida.
Assim, podemos chegar à conclusão de que não é necessário - apesar de fazermos isso constantemente - forjarmos armaduras sociais que nos pseudo-protejam dos olhares atentos, pois estamos entregues às forças criadoras e não temos (aqui) a mínima condição de guiarmos a nossa existência. Por isso devemos confiar na força do universo e ter fé que somos realmente parte de todo.
Mas, nós não percebemos que é exatamente nesse hiato, nessa palavra/ação que nós temos a oportunidade única de modificarmos tudo aquilo que nos era alicerce. De remodelarmos tudo que era apenas papel de parede enfeitando nossas teorias. É nesse momento que podemos ver o quanto estamos a dispor de forças grandiosas e maravilhosas que nos guiam, que nos regem, que nos amparam e nos mudam constantemente, seja destruindo nossas certezas, seja construindo novas formas de vermos a vida.
Assim, podemos chegar à conclusão de que não é necessário - apesar de fazermos isso constantemente - forjarmos armaduras sociais que nos pseudo-protejam dos olhares atentos, pois estamos entregues às forças criadoras e não temos (aqui) a mínima condição de guiarmos a nossa existência. Por isso devemos confiar na força do universo e ter fé que somos realmente parte de todo.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
HAICAI's
No ano de 2008, apliquei uma atividade muito interessante em uma turma de 8ª série, trabalhando poesia. Após trazer a eles os fundamentos da poesia (rima, métrica, ritmo, estrofe e verso) trouxe alguns exemplos de autores consagrados. Entre esses exemplos de poesias trouxe o Haicai, uma forma de poesia japonesa com três versos tendo 5 sílabas no primeiro verso, 7 sílabas no segundo e 5 no terceiro, sem rima e que tem como tema principal a natureza. Trouxe, também, os exemplos e modificações dessa poesia no Brasil, abandono do tema natureza - temática livre -, abandono das sílabas marcadas em cada verso (5,7,5) - permanência, porém, de uma quantidade aproximada de 17 sílabas no total - e a procura pela síntese, dentro de temas diversos. Após todas essas apresentações de formas poéticas e principalmente o Haicai, fiz a proposta aos alunos para que produzíssemos essa poesia em sala. Proposta aceita tomei o cuidado para que eles não caíssem na tentação de frases feitas. Para isso usei o recurso de trazer revistas e pedir a eles que recortassem palavras, frases interessantes e os artigos (O, A, um, uns), desse material. Feito isso colocamos todos esses recortes no chão e cada aluno montou seu Haicai. O que se viu como resultado foi uma amostra de como podemos extrair deles o domínio da Língua Portuguesa e seu uso efetivo com eficiência, beleza e qualidade discursiva.
Esses trabalhos fizeram parte de uma instalação em uma feira de ciências.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
NOITES CLARAS
(Rubens Nunes)
Não somente em noites claras,
lua cheia, estrelas mortas,
eu me dispo, me declaro.
Jogo as claras minhas taras,
meus mistérios, meus segredos.
Não me encubro em dias vivos,
não me escondo em noites negras,
sou poente, noite aberta, sou nascente.
Sou parido pela noite,
por pecados, por segredos,
sou parido pelo medo
de não ter o que esconder.
É por isso que me abro,
me declaro, não me escondo.
Sou assim como um qualquer
e não ponho em mantos negros,
a clareza dos meus dias.
Não somente em noites claras,
lua cheia, estrelas mortas,
eu me dispo, me declaro.
Jogo as claras minhas taras,
meus mistérios, meus segredos.
Não me encubro em dias vivos,
não me escondo em noites negras,
sou poente, noite aberta, sou nascente.
Sou parido pela noite,
por pecados, por segredos,
sou parido pelo medo
de não ter o que esconder.
É por isso que me abro,
me declaro, não me escondo.
Sou assim como um qualquer
e não ponho em mantos negros,
a clareza dos meus dias.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Ao que veio
Este espaço servirá para divulgar, discutir e pensar questões que nos rodeiam, que fazem parte do nosso cotidiano. Aqui tentará se falar sobre poesia, música, Língua portuguesa, espiritualidade, amor e também vida. Sejam bem vindos a esse espaço de criação e pensamento.
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