quarta-feira, 7 de abril de 2010

POESIAS VENCEDORAS

AS POESIAS ABAIXO FORAM VENCEDORAS NO CONCURSO DE POESIAS DA ESCOLA DA BARRA EM ITAPOÁ S/C
PÂMELA COM "QUE TEMPESTADE É ESSA" 1º LUGAR - 6º E 7º ANOS
ANDRÉ ROMANCINI COM "CICLO DA VIDA" 2° LUGAR - 8º E 9º ANOS

QUE TEMPESTADE É ESSA

Lá vem a tempestade
pronta pra cair.
Todo mundo assustado,
Sem saber pra onde ir.
Vai embora tempestade
Te suma daqui,
Não está vendo
Que ninguém te quer?
Você tem coisas ruins
E boas também.
Mande embora
Os seus ventos
Relâmpagos e trovôes.
Só queremos sua água,
Só queremos sua chuva,
Pra regar as nossas plantas
e os nossos alimentos.


CICLO DA VIDA

O alimento da esperança
são as lágrimas
de quando choro.
É a água deslizando
pelo meu rosto
que escorre
até as poças d'água e evapora,
formando uma nova tempestade.

O alimento do planeta
são os pingos da chuva
que escorrem pela terra
formando rios
que desaguam nos mares
evaporando e trazendo nova vida.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

HAICAIS

Estes haicais foram produzidos pelos alunos do 8º ano da Escola João Monteiro Cabral de Itapoá SC. O que se segue é um exemplo de como podemos ter respostas positivas aos nossos trabalhos e de como os alunos podem ser criativos.

Onça corre atrás
Da sua presa e procura
Comida pra cria.

(André Mario)

O passarinho na árvore
Canta mas não alcança
O carro que passa.

(Gabriel)

Saracura canta
Perto do lixo
Chamando seu filho.

(Cleiton)

Borboletas coloridas
Pintam na poça
Um alegre arco-íris.

(Taynara Veiga)

Entre as gotas da chuva
Uma sente medo de cair
E nunca mais se achar.

(Matheus)

O lagarto no galinheiro
O cachorro lá fora
E as galinhas gritando.

(Michael)

O vento bate na janela
E no escuro da noite
O menino chora de medo.

(Hamilton)

As flores pintadas
Deixam na porta
Cheiro de margaridas.

(Jacenir)

Noite com estrelas
Sem lugar no céu
A lua brilha no mar.

(Bruna)

No quarto vazio
Alguém chora
Gemendo no escuro.

(Jonas)

Peixe no mar
Uma rede para pescar
Vontade não falta.

(Ariel)

Olho no olho, dente no dente
Nem todo pobre
É sorridente.

(Josiclei)

As rosas desabrocham
Ao amanhecer
Enquanto penso em você.

(Rhuan)

A tristeza vaga triste
Procurando alguém
Alegre para se consolar.

(Suellen)

Por trás das portas
Um homem perfeito
Chora sem motivos.

(Daiane)

No verão as formigas
Pegam comida
Pra no inverno não haver briga.

(Alisson)

Na escuridão da noite
Um menino na janela
Admirando o luar.

(Joana)

Noites claras, dias lindos
E eu aqui sozinha
Quieta no meu canto.

(Miriani)

O segredo dessa noite
Está escondido
Na luz do Luar.

(Tainara Miranda)

Na janela do quarto
O menino com fome
Espera sua mãe.

(Mônica)

Os pingos da chuva
Escondem as lágrimas
De um homem triste.

(Ana)

O dia de hoje
Por mais que negue
É o começo do amanhã.

(André Romancini)

A flor de margarida
Tem o cheiro
De um amor sem saída.

(Evilasio)

Os olhos da mulher
Choram lamentando
Por um amor perfeito.
(Jéssica)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

VÓ JOSEFA

Este texto foi produzido pelo aluno Thiago Vinicius do 7º ano da Escola João Monteiro Cabral - Itapoá SC. Não é uma poesia e sim uma prosa poética de muita graça e beleza que é uma releitura do texto "AVÓ" de Roseana Murray.

Ela já tinha idade avançada, mas se esforçava para aparentar juventude. Gostava de fazer caminhadas, era esforçada, mulher de atitude. Às vezes, parecia estar indiferente ao que acontecia à sua volta. Às vezes parecia ser a pessoa mais informada da casa, quando algo estava errado nos ajudava com sua experiência e maturidade.

Gostava de assistir televisão, mas quando assistia viajava para longe nos seus pensamentos. E quando acabava, nos perguntava o que havia acontecido naquele momento.


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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Lamento

Esta poesia é de autoria de um aluno do 8º ano (7ª série) que está descobrindo o maravilhoso universo da poesia.

Lamento
(Cleiton)

A noite é uma criança,

festa e mais festa!

Já acabou a noite

e nada me resta...

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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

HAICAI

Na poça barrenta

alegres borboletas

fazem fuxicos!

Rubens

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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

CAMBALEANTE

Eu já não sei
o que me atormenta mais
se meus sonhos dissonantes
ou as horas em que deliro
já não sei o que fazer
com a figura da tua imagem
que me persegue sem parar
pelas ruas onde ando

Penso sempre em te jogar
mas ainda não sei
como posso querer

As torturas vão e vêm
os desatinos são constantes
e meus olhos
não suportam ver a luz
tenho medo do meu sono
das tormentas da noite
do momento que me solto
e não me coordeno mais

Prefiro a prisão
do claro do dia
mesmo que ela seja
sofrimento calado

Já não sei
o que me atormenta mais...

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

CONTOS

O conto abaixo é resultado de uma produção coletiva, realizada pelos alunos do 8º ano (7ª série) da Escola João Monteiro Cabral, no Pontal em Itapoá. O texto foi produzido a partir de um enredo dado e com criação de grupos de alunos que ficaram responsáveis cada um por um trecho do enredo. Após essa etapa, o texto completo foi digitado e devolvido aos grupos que fizeram modificações no texto como um todo. O resultado é esse: Um texto inédito e com muita criatividade.